sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PENAS MAIS DURAS PARA AS MILÍCIAS





















Rio, 14/08/20009 - O Congresso Nacional tem uma força-tarefa de parlamentares para aprovar na Casa a inclusão do crime de milícia no Código Penal. Pelo projeto de lei do deputado federal Luiz Couto (PT-PB), a pena será de 4 a 8 anos de prisão, podendo ser aumentada em até 50% em caso de lesão corporal. Os maiores alvos são as milícias e os grupos de extermínio. Com isso, seria criada a variação 288A do artigo 288, que atualmente trata dos crimes de formação de quadrilha e bando armado. Até o início da semana que vem, será definido o relator do projeto. O mais cotado para a função é o deputado petista e ex-procurador de Justiça do Rio Antônio Carlos Biscaia. O projeto tramita em regime de urgência nas comissões de Constituição e Justiça e Cidadania e de Segurança Pública.


A discussão sobre a repressão aos crimes cometidos por milicianos ganhou força no Congresso ano passado, após a tortura de equipe de O DIA, na Favela do Batan. Quarta-feira, os chefões do grupo paramilitar denominado ‘Águia’, o policial civil Odinei Fernandes da Silva, de 35 anos, o ‘01’ ou ‘Águia’, e Davi Liberato de Araújo, 32, foram condenados a 31 anos de prisão por tortura, roubo e formação de quadrilha. A sentença foi dada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão Dias Teixeira.

“Espero que essa decisão seja mantida nos tribunais superiores para que eles paguem essas penas. A impunidade não pode ser marca registrada para esses criminosos”, afirmou Luiz Couto. Mais quatro acusados de integrar milícia, desta vez, em Jacarepaguá, vão responder na Justiça Militar. O envolvimento da dupla foi denunciado em série de reportagem Dossiê Milícia, publicada por O DIA em junho do ano passado.

Membro das comissões de Constituição e Justiça e Segurança do Congresso, Antônio Carlos Biscaia defende penas duras. “Aplaudo o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira. É dessa maneira que o judiciário contribui. Foi a partir da tortura à equipe de O DIA que a sociedade acordou para o perigo que representa as milícias”, avaliou. A opinião do parlamentar foi reforçada pelo colega Raul Jungmann (PPS), presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado: “Bato palmas para o juiz. A pena é dura, mas necessária”.

Quando entrar em pauta o projeto de lei que cria o crime de milícia, os deputados vão analisar as emendas feitas pelo Senado. Entre elas, a que suprimiu o artigo 6º, que previa a aplicação do artigo 288A fosse feito pela Justiça Federal. Para o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Enrique Santos Calderón, a Justiça é uma das formas de combater a impunidade. Ele usou a decisão judicial que condenou os responsáveis pela tortura a equipe de O DIA como exemplo. “Esperamos que esta decisão abra precedentes no Brasil, que é um dos países cuja Justiça é mais atuante em toda a América Latina na defesa da liberdade de imprensa e do trabalho dos jornalistas”, declarou.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) tratou a punição como fundamental para que não ocorram novas agressões a jornalistas e violações à liberdade de expressão. A Abraji ressaltou ainda a a necessidade de o Estado garantir o exercício profissional dos jornalistas e o direito pleno da cidadania. “A sociedade não pode ser refém do crime organizado”, afirmou, em nota.

Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania aprovou projeto que permite ao MP pedir revisão criminal. A ação visa a substituir uma sentença definitiva por outra, que absolva o réu ou diminua a pena. Se não houver recurso para votação pelo plenário, a proposta seguirá para o Senado.

Miliciano perde até porte de arma

O cerco começa a se fechar sobre a milícia de Rio das Pedras. Quatro líderes do grupo paramilitar de Jacarepaguá poderão ser expulsos da Polícia Militar a partir de várias denúncias — entre elas, as reportagens de O DIA sobre o enriquecimento do bando nos últimos anos. Dono da casa de shows Castelo das Pedras, o vereador em São Gonçalo e sargento PM Geiso Pereira Turques (PDT) teve revogado o direito de portar arma e responderá a Conselho de Disciplina. Até a carteira funcional do policial será acautelada, como determina o Boletim Interno da PM de terça-feira.

O mesmo tipo de colegiado vai definir se o sargento reformado Dalmir Pereira Barbosa será expulso da PM. A formação do Conselho foi decretada em boletim de 4 de março. Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o policial acumulou, junto com o irmão Dalcemir Pereira Barbosa, mais de R$ 7 milhões em patrimônio. Os dois foram indiciados pela PF por lavagem de dinheiro e extorsão.

A situação também está complicada para dois oficiais. O capitão reformado da PM Epaminondas de Queiroz Medeiros Junior será submetido ao Conselho de Justificação. Ele também é réu na por enriquecimento ilícito na 10ª Vara de Fazenda que vai decidir se aceita o pedido de sequestro de bens feito pelo Ministério Público.

O major Dilo Pereira Soares Júnior também poderá ser expulso da PM. Em 2008, O DIA mostrou que o oficial morava em apartamento avaliado em R$ 2 milhões.


Polícia mais perto dos assassinos de Nadinho

O quebra-cabeça sobre o assassinato do ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho, começa a ser montado na Delegacia de Homicídios (DH). A polícia já sabe que os matadores do ex-vereador entraram no Rio 2 pelo acesso reservado aos moradores. Um dos cerca de 20 vigias da empresa Dinâmica contou na DH que o Audi entrou no condomínio depois de um dos matadores dizer que era segurança de Nadinho.

Outro dado que acendeu o sinal de alerta na delegacia foi o fato de o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli apontar que uma mesma arma tentou matar a viúva do inspetor Félix Tostes, Maria do Socorro, e Nadinho, no ano passado. Socorro prestou depoimento dizendo que Dalmir e Dalcemir seriam interessados em sua morte.


PUNIÇÕES

MAIS UM EXPULSO DA PM

A Polícia Militar parece disposta a cortar na própria carne. Ontem, o Boletim Interno da corporação publicou a expulsão do cabo Roberto Ramos dos Santos Júnior, o Betinho, lotado no Departamento Geral de Pessoal (DGP). O policial é acusado de integrar um grupo de extermínio na Vila do Sapê, em Jacarepaguá. Segundo duas testemunhas, ele também estaria envolvido em casos de tortura, com transporte alternativo irregular e venda de drogas e gás ilegal.


PRISÕES DE MILICIANOS AUMENTAM

Ano a ano, aumenta o número de prisões de acusados de envolvimento com milícia. Em 2006, apenas cinco pessoas foram detidas. No ano seguinte, o número subiu para 24. Já em 2008, foram 78 milicianos postos na cadeia — com destaque para os bandos comandados pelo ex-PM Fabrício Fernandes Mirra (Zona Norte) e o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (Zona Oeste). Este ano, já foram presos 151 acusados.


Fonte O Dia

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CIDINHA CAMPOS: COM A VIDA EM RISCO POR NÓS


Deputada acusa Cidinha Campos denuncia Girão na polícia



Cidinha Campos formalizou a terceira denúncia contra o vereador em um ano. Bombeiro afirma que é vítima de ‘perseguição política’


Rio de Janeiro, 6 de agosto 1- A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) formalizou ontem denúncia contra o vereador Cristiano Girão (PMN) na Delegacia de Homicídios (DH) — a terceira em menos de um ano. Segundo a parlamentar, o sargento bombeiro estaria planejando sua morte e a do filho, Ricardo Campos Strauss, quando eles estivessem em Búzios.


Na polícia, Cidinha já acusara um suposto amigo de Girão de seguir o carro de Ricardo duas vezes, ano passado na Barra da Tijuca. O militar será convocado a prestar depoimento na semana que vem.


No relato, em setembro, Cidinha afirmou que o Meriva placa LUH-0768 passou a perseguir o filho após o bate-boca que teve com Girão na CPI das Milícias da Assembleia Legislativa. Na época, a deputada disse que muitas pessoas tinham medo do bombeiro. Ele retrucou: “Menos o seu filho, que é meu amigo e frequenta as minhas festas”. Após a sessão, Cidinha prestou queixa na DH.


Depois de semanas de investigação, a polícia descobriu que Marcio Lima era o condutor do Meriva. “Na parte traseira do veículo do cara tinha um cartaz do Girão. Além disso, quando foram intimá-lo para depor, ele estava junto com o bombeiro. Estou cansada dessas ameaças”, afirmou Cidinha, que terá o aval da Secretaria de Segurança para pedir escolta quando necessário.


Ontem, a chefe de gabinete do vereador, Regina Notini, divulgou nota do bombeiro sobre o caso: “Cristiano Girão esclarece que nunca ameaçou a deputada nem seu filho e exige do secretário de Segurança rigor na apuração da acusação feita pela deputada, pois vem sofrendo perseguição política. Por fim, se coloca à disposição para esclarecimentos com relação à acusação leviana”.


Ontem, o Ministério Público Estadual recorreu da decisão da Justiça de recusar o sequestro de bens de Girão. Ele foi denunciado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A decisão agora caberá à 4ª Câmara Cível.



Por Thiago Prado, O Dia.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

PRESO BRAÇO DIREITO DE BATMAN



Preso braço-direito de Batman.
Polícia chegou a ser cercada pelo bando.




Paulo Cesar Dutra da Costa, Ricardo Gildes de Souza (braço direito do Batman) e Aldevides Nascimento de Mello na apresentação
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia


Rio, 24 de julho de 2009 - A Liga da Justiça sofreu ontem mais uma importante baixa. Ricardo Gildes de Souza, de 33 anos, o Dentuço, foi preso em casa, em Cosmos, na Zona Oeste. Segundo a polícia, Dentuço passou a controlar os negócios da Liga depois que o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, foi preso, em maio. Agentes da Delegacia de Homicídios da Zona Oeste (DH-Oeste) contaram Dentuço tentou se escondeu embaixo da cama quando a polícia chegou.

Segundo o delegado Antônio Ricardo de Lima, contra Dentuço havia mandado de prisão por extorsão e formação de quadrilha. “Ele ainda é suspeito de pelo mesnos cinco homicídios na região e seria um dos braços armados da quadrilha”, afirmou.

A prisão provocou tumulto. Parentes de Dentuço tentaram impedir a entrada da polícia na casa e foi necessária uma negociação de 40 minutos até o acusado se entregar. Até crianças foram colocadas na frente dos agentes para impedir a ação da polícia. Ao ser colocado na viatura, Kombis, vans e carros cercaram os policiais para que o miliciano não fosse levado. A situação só se acalmou depois que o próprio preso disse ter se entregado e pediu calma aos manifestantes.

Mais cedo, por volta das 16h, agentes da DH-Oeste prenderam mais dois suspeitos de ligação com a Liga da Justiça. O agente penitenciário aposentado Aldevildes Nascimento de Melo, 43 anos, e Paulo César da Costa, 47, foram acusados de espancar um comerciante que não teria pago taxa exigida pela quadrilha. A dupla foi reconhecida pela vítima. Na casa de Aldevildes, em Campo Grande, foram encontrados diversos cheques em nomes de terceiros.

A polícia entrou em contato com um dos donos do cheque, no valor de R$ 500, e ele informou que a quantia havia sido paga para serviço de segurança privada. Os dois foram autuados por extorsão. O delegado Antônio Ricardo disse que, por causa da repressão às milícia na região, já houve ameaças de ataques a bomba à DH-Oeste e de atentados contra os agentes da unidade.





Corregedoria apura ligação com policial

A Corregedoria da PM abriu investigação para apurar o suposto envolvimento do policial André Oliveira com a Liga da Justiça. Em depoimento na Justiça, quarta-feira, o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, disse que a casa em Paciência onde estava escondido quando foi preso, em maio, seria do policial.

O juiz José Nilo Ferreira, titular da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, enviou cópia do depoimento à Corregedoria. Batman disse ter ajudado o PM a mobiliar e reformar a casa em troca do abrigo. O policial já foi convocado para depor.
Fonte: O Dia

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ACUSADO DE CHEFIAR MILÍCIA, CHICO BALA TEM PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA.


Acusado de chefiar milícia, Chico Bala tem prisão preventiva decretada








Outros três acusados de integrar milícia também têm prisões pedidas.

Advogado já entrou com pedido de habeas corpus.

O ex-Policial Militar Francisco César Silva Oliveira, conhecido como Chico Bala, acusado de chefiar um grupo de milicianos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

A prisão foi decretada na quarta-feira (17). A denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Rio, por intermédio da Promotoria de Investigação Penal de Campo Grande, foi acolhida pela 4ª Vara Criminal.

Além de Chico Bala, tiveram a prisão preventiva decretada Renato Silva Santos, Bruno de Brito Alves de Souza e Helton da Silva Torres. Os quatro foram denunciados pela prática do crime de quadrilha armada e pelo assassinato de Anderson Bengaly de Souza, no dia 30 de abril, no estacionamento do Supermercado Guanabara, em Campo Grande.

As investigações mostraram que o policial militar Renato Silva Santos efetuou os disparos, a mando de Chico Bala. O motivo do crime teria sido discordância no pagamento de taxas pelo transporte alternativo em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Ficou ainda demonstrado que Bruno de Brito Alves de Souza abordou a vítima e Helton da Silva Torres participou como motorista do grupo.

Habeas Corpus

O advogado de Chico Bala, Marcos Espínola, já entrou com um pedido de habeas corpus no TJ. Segundo Espínola, seu pedido vale tanto para a decisão da juíza Maria Angélica Guimarães, que decretou a prisão temporária no início do mês, quanto a prisão preventiva decretada nesta quinta.

Para o advogado, seu cliente estaria sofrendo constrangimento ilegal, além de ter o acesso ao processo dificultado. “Meu cliente está sendo impedido de se defender”, afirma Espínola, completando que Chico Bala é vítima do próprio sistema que “o usou no combate ao crime e hoje o caça”. Segundo o advogado, o pedido está sendo analisado pela desembargadora Eunice Ferreira Caldas.



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Fonte G1

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SEM TRÉGUA PARA A MILÍCIA













Ação permanente contra os negócios da milícia.



Estado ocupa Campo Grande por tempo indeterminado, com policiais e órgãos públicos.



Rio, 17 de junho de 2009 - Cerca de 350 homens das polícias Civil e Militar, com apoio da Guarda Municipal, do Detro, da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Vigilância Sanitária, da Cedae e da Light, deram início a mutirão social sem prazo para terminar, na maior investida já deflagrada pelo governo do estado para desarticular os negócios de uma das milícias mais violentas do Rio, a Liga da Justiça, da Zona Oeste.


Os alvos principais são depósitos de gás, transporte alternativo irregular e centrais clandestinas de TV a cabo. Numa delas, agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) encontraram duas armas, sete granadas e munição para fuzil e pistola, além de um símbolo do Batman, referência a um dos chefes do grupo, Ricardo Teixeira Cruz, preso mês passado.


A ação desencadeada ontem foi desdobramento da Operação Têmis, que prendeu 45 milicianos semana passada. Segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a operação deve durar pelo menos 30 dias, mas poderá ser estendida por até 90 dias. O objetivo é garantir serviços básicos às comunidades, que atualmente são ‘oferecidos’ pela milícia. “Queremos que os órgãos e as instituições fiscalizadoras ocupem novamente sua posição na área. O objetivo é que o Detro se estabeleça como órgão fiscalizador, que as distribuidoras de gás se estabeleçam como fornecedoras, que não haja mais espaço para que milícia ou qualquer outra pessoa venha a utilizar este trabalho”, afirma Beltrame, que sobrevoou a região.


Investigada há mais de um ano, a milícia da Liga da Justiça transformou esses serviços num mercado de lucros impressionantes. Segundo cálculos da polícia, chegava a faturar mais de R$ 2 milhões mensais. “Esse é o caminho. Manter a asfixia financeira para fragilizar ainda mais a milícia local”, explica o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.


Além de três depósitos de gás clandestinos, onde foram apreendidos 435 botijões, e três centrais de gatonet, cinco pessoas foram detidas. Nas ruas, o Detro recolheu 13 vans irregulares; 10 veículos foram lacrados e outros 13 multados. O Detran apreendeu 46 veículos, sendo 17 vans, 13 automóveis e 16 motocicletas.


Último policial civil foragido da ação na semana passada, Raphael Moreira Dias se entregou ontem na Delegacia Antissequestro.



Muleta estava adaptada para atirar


De todas as armas apreendidas ontem, a que mais chamou a atenção do delegado Eduardo Freitas foi a muleta adaptada para disparar tiros de calibre 12: “Ela tem um dispositivo para que possa fazer um disparo por vez”, explicou o diretor da DDSD.


A muleta — um engenhoso dispositivo digno de filmes de agentes secretos — estava em um pequeno paiol da quadrilha. No local havia ainda sete granadas, espingarda e munição. As armas estavam escondidas nos fundos de uma oficina na Rua Carius, próximo à Favela da Carobinha, e onde havia uma central de gatonet.



Fonte O Dia

domingo, 14 de junho de 2009

MORADORES SÃO MORTOS POR TRAFICANTES EM REPRESÁLIA ÀS MILÍCIAS. QUEM MANDA NO RIO?


Dois homens são encontrados mortos em Barros Filho



Rio, 14 de junho de 2009 - Dois moradores do Conjunto Boa Esperança foram sequestrados e mortos por traficantes do Morro do Chaves na noite deste sábado. As comunidades são vizinhas e separadas apenas pela Linha Férrea, em Barros Filho, subúrbio do Rio. O ataque seria uma retaliação contra a milícia que atua na comunidade.


As vítimas foram levadas no início da noite por um grupo de 20 homens armados com fuzis e pistolas que entraram na comunidade atirando. O auxiliar administrativo Tiago França Amoedo, 23 anos, estava na porta de casa quando o grupo invadiu a comunidade.


Segundo parentes, Tiago teve uma moto roubada na noite de sexta-feira e teria ido até o Morro do Chaves, vizinho à comunidade para pedir o veículo de volta. Bandidos teriam dito a ele que não havia nennhuma moto na favela mas, à noite, quando invadiram o Parque Boa Esperança, disseram que iriam levá-lo para que ele apontasse quem o informou que a moto tinha sido levada para o Chaves.


O pedreiro Luís Fernando Gonçalves Tostes, 51, bebia em um bar, quando os bandidos passaram com Tiago. Ele teria tentado ajudar Tiago e também foi levado.


Policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) foram ao Morro do Chaves e fizeram buscas na fevela, mas não encontraram ninguém. Parentes das vítimas, porém, foram à comunidade e encontraram os corpos dentro de um rio. No início da manhã, os policiais militares voltaram à favela e encontraram os corpos.


O crime foi registrado na 39ª DP (Pavuna).



Fonte O Dia.

sábado, 13 de junho de 2009

MIRRA, Ex-PM, MONTA MILÍCIA DENTRO DA PRÓPRIA PRISÃO NO RIO DE JANEIRO


Ex-PM Fabrício Fernandes Mirra montou milícia até dentro de presídio



RIO, 13 de junho de 2009 - A ousadia do ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, chefe do maior e mais perigoso grupo paramilitar do Rio, pode ser sintetizada por um fato descoberto semana passada pela polícia: ele teria montado uma milícia dentro da Penitenciária Lemos de Brito, no Complexo de Gericinó.


Reportagem de Antônio Werneck publicada na edição deste domingo do GLOBO mostra que agentes dos serviços de inteligência da Secretaria de Segurança têm informações de que Mirra passou a circular acompanhado de seguranças dentro da cadeia, continua comandando sua quadrilha por celular e tem cobrado de outros presos um suposto serviço de assistência jurídica. O caso é investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Especiais (Draco).


Mirra foi mandado para o presídio em fevereiro depois de ser flagrado comandando seus comparsas de dentro do Batalhão Especial Prisional da PM (BEP), em Benfica. No Lemos de Brito, deveria ficar incomunicável e isolado. Mas, segundo investigações da polícia, isso não aconteceu: a audácia do ex-PM dentro da cadeia é tanta que a polícia quer a transferência dele para um presídio federal fora do Rio. O mais provável é que ele seja levado para a unidade de Campo Grande (MS). O pedido está em poder do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. A decisão caberá ao governador Sérgio Cabral.


A retirada de Mirra do estado foi pedida pelo delegado Cláudio Ferraz, titular da Draco, que investiga a milícia chefiada pelo ex-PM há cerca de cinco meses.


Mirra chefia um grupo suspeito de ter praticado inúmeros assassinatos. Ele planejava eleger vereadores e deputados nas próximas eleições. Na Operação Leviatã 2 , desencadeada pela Polícia Civil há duas semanas, 15 milicianos ligados a Mirra foram presos. O bando domina 23 favelas nas zonas Norte e Oeste do Rio, e há informações de que estaria expandindo seus domínios para comunidades de São Paulo.


Fonte O Globo

sexta-feira, 12 de junho de 2009

POLÍTICA MORTAL DA SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO: SETE MORTOS, DOIS ERAM PMs


Quinze pessoas foram mortas em duas semanas no conjunto de favelas da Maré



Na quinta (11), sete pessoas morreram, entre elas dois PMs. Nesta sexta (12), moradores tentavam retomar a rotina.

No conjunto de favelas da Maré, no subúrbio do Rio, a violência tem tirado o sono dos moradores nos últimos dias. Em menos de duas semanas, 15 pessoas foram mortas durante confrontos entre traficantes e policiais.

As últimas sete mortes foram registradas na quinta (11), durante uma operação do 22º BPM (Maré). A ação foi para checar uma denúncia anônima de que traficantes estavam escondidos na comunidade.

Durante a ação, houve troca de tiros. O sargento Ítalo da Silva Leal, de 38 anos, o tenente Alexandre Alves Lima, de 31 anos, e outros cinco homens, que, segundo a polícia, seriam ligados ao tráfico de drogas, morreram no confronto.


Saiba mais


Os cinco suspeitos foram socorridos nos hospitais de Bonsucesso e no Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos. De acordo com o coronel Marcus Jardim, do 1º Comando de Policiamento da Capital (1º CPC), dois deles seriam chefes de uma facção criminosa que atua no conjunto de favelas.

Na operação de quinta, a polícia apreendeu fuzis, munições, uma pistola e mais de mil trouxinhas de maconha. O material foi encaminhado para a 21ª DP (Bonsucesso). Os PMs mortos na ação serão enterrados na tarde desta sexta no cemitério Edson Passos, em Mesquita.


Clima de tristeza

No 22º BPM, o clima era de muita tristeza nesta sexta-feira (12). Amigos dos dois policiais que morreram no confronto de quinta-feira não quiseram gravar entrevista. No acesso à região, o policiamento foi reforçado, enquanto que, na favela os moradores tentavam retomar a rotina depois do susto de quinta.

O clima é tenso na Maré desde o fim de maio, quando um confronto entre traficantes rivais deixou oito mortos, entre eles um pedreiro que foi atingido por uma bala perdida.

A polícia passou a manter a área ocupada. Milhares de crianças ficaram sem aula nos últimos dias. Algumas escolas abriram, mas, com medo, muitos alunos não apareceram.

De acordo com o coronel Marcos Jardim, a polícia continua a ocupar a região.


Fonfe G1

CINCO HORAS DE TIROTEIO ENTRE TRAFICANTES E MILÍCIAS NO RIO DE JANEIRO


CINCO HORAS DE TIROTEIO ENTRE TRAFICANTES E MILÍCIAS NO RIO DE JANEIRO


Moradores de favelas do subúrbio sofrem com cinco horas de tiroteio


Tiroteio começou por volta das 22h30 de quinta-feira.


Criminosos de Vila Isabel teriam tentado retomar venda de drogas.


Rio, 12 de junho de 2009 - O Morro do Dezoito, em Água Santa, na divisa com Quintino, na Zona Norte, está em guerra desde a noite desta quinta-feira. As informações do 3º BPM (Méier) é de que traficantes, que seriam do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, tentam invadir a favela, dominada por milicianos. O morro do Saçu, ao lado, seria outro alvo dos traficantes.


Intenso tiroteio, mesmo sob chuva constante, assustou moradores do Morro do Dezoito entra a noite de ontem e esta madrugada. Às 6h30 não havia confronto. Ainda não há notícias de mortos ou feridos. PMs cercaram a comunidade através da Rua Torres de Oliveira, um dos principais acessos à comunidade do Dezoito, com a ajuda de um blindado, mas não subiram. O 3º BPM não confirmou nenhuma operação no local por enquanto, embora os arredores estejam com policiamento reforçado, inclusive com homens do Batalhão de Choque.


A milícia do Morro do Dezoito seria controlada por bando ligado ao ex-PM e ex-fuzileiro naval, Fabrício Fernandes Mirra, acusado de liderar, mesmo preso, o grupo paramilitar mais violento do Rio. Mirra foi preso em agosto do ano passado, em Pinheiral, onde teria espancado até a morte o vizinho José Alexandre Silva Eugênio, 29, no dia 18 de fevereiro daquele ano, no bairro São Jorge. A vítima morreu dois dias depois num hospital de Volta Redonda em consequência dos ferimentos. O juiz Luiz Cláudio da Silva, da Vara Única de Pinheiral, foi quem decretou a prisão, com base em denúncia do Ministério Público (MP).


A ousadia dos milicianos da área chegou ao cúmulo em 2008, como o DIA denunciou, quando os paramilitares controlaram até a tradicional festa de São Jorge, realizada há 64 anos em Quintino. Na ocasião, a denúncia, feita por barraqueiros instalados no entorno da Matriz de São Jorge, na Rua Clarimundo de Melo, foi confirmada pelo pároco Marcelino Modelski, 42. De acordo com os funcionários e responsáveis pelas cerca de 100 barracas — que vendem lembranças do Santo Guerreiro, além de comidas e bebidas típicas —, os milicianos cobraram deles, diariamente, taxas entre R$ 20 e R$ 50.


Uma guerra entre o tráfico de drogas e a milícia assustou os moradores de duas favelas de Água Santa, no subúrbio do Rio, na madrugada desta sexta-feira (12). Foram mais de cinco horas de tiros.


Na quinta (11), outro episódio violento assustou os moradores do subúrbio carioca. Policiais militares do 22º BPM (Maré) e traficantes trocaram tiros no conjunto de favelas da Maré, no subúrbio do Rio. Dois PMs e cinco suspeitos morreram durante o tiroteio.



Tiroteio começou na quinta



O tiroteio nas favelas de Água Santa também começou na quinta-feira, por volta das 22h30. Segundo a polícia, criminosos que seriam do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, teriam tentado retomar os pontos de venda de drogas que perderam desde que milicianos passaram a controlar os morros do Dezoito e da Saçu, em Água Santa. Policiais militares, com o apoio do batalhão de Choque e do carro blindado foram chamados e houve intensa troca de tiros durante toda madrugada.


Na Rua Torres de Oliveira, um dos principais acessos à comunidade do Dezoito, foram encontrados vários cartuchos de balas de fuzil. Quem tentava passar pelo local era orientado pelos policiais a mudar de caminho. Ainda não há confirmação de vítimas.


Pela manhã, houve uma trégua e não havia mais tiros. Mas a polícia continua com a segurança reforçada nas principais entradas do Morro do Dezoito.



Fonte G1 e O Dia

EX-VEREADOR NADINHO É ASSASSINADO PELAS MILÍCIA


Ex-vereador Nadinho é assassinado na Zona Oeste, diz polícia


Ele foi atingido por diversos disparos nesta quarta-feira (10).

Uma outra pessoa, que estava junto de Nadinho, também foi baleada.



O ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, foi morto a tiros nesta quarta-feira (10) em frente a um condomínio na Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada pelo diretor de polícia da Capital, delegado Ronaldo Oliveira.

De acordo com informações iniciais, suspeitos em um carro entraram no condomínio e efetuaram diversos disparos contra o ex-vereador.

Uma outra pessoa, que seria um policial militar e estava com Nadinho no momento do crime, também foi baleada. A vítima foi socorrida no Hospital Lourenço Jorge. Ainda não há informações sobre o seu estado de saúde.

Os criminosos conseguiram fugir. Segundo Ronaldo Oliveira, o crime tem características de uma execução. A polícia vai analisar as imagens do circuito interno de segurança do condomínio para tentar identificar os assassinos.

Agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) estão no local. O corpo ainda não foi retirado do condomínio.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Jader Amaral, informou nesta quinta-feira (11) que algumas câmeras de segurança do condomínio onde foi assassinado o ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, registraram parcialmente o crime.

Nadinho é citado na CPI das Milícias

Nadinho é uma das pessoas citadas no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, do ano passado. Ele já havia sofrido um atentado no fim de 2008.

Nas últimas eleições, Nadinho não se reelegeu, apesar dos 16.838 que recebeu. Ele tem uma condenação por homicídio e é suspeito de chefiar o grupo paramilitar na comunidade de Rio das Pedras, também na Zona Oeste.

De acordo com as investigações, Nadinho de Rio das Pedras é suspeito de ser o mandante do assassinato do inspetor da Polícia Civil Félix dos Santos Tostes, em 2007. Ele e mais dois policiais foram denunciados.

Félix Tostes era suspeito de chefiar a milícia que controlava a comunidade Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. O inspetor também respondia a um inquérito sobre a máfia dos caça-níqueis. Ele foi assassinado quando o carro em que estava foi atingido por mais de 70 tiros.


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  15. 30/04/2009 | 09h58min | Rio de Janeiro

    Homens armados incendeiam três vans na Zona Oeste do Rio

  16. 29/04/2009 | 07h30min | Rio de Janeiro

    Milícia investe em imóveis nas favelas, revela dossiê da PF

  17. 28/04/2009 | 11h26min | Rio de Janeiro

    Dez homens armados e de touca ninja assaltam cooperativa de vans


Fonte G1.


terça-feira, 9 de junho de 2009

66 MANDADOS DE PRISÃO: GOLPE PROFUNDO DO ESTADO DEMOCRÁTICO CONTRA MILÍCIA DE POLICIAIS CORRUPTOS




Chega a 38 número de suspeitos presos em operação contra milícia




Ação conta com a participação de mais de 400 policiais.



Ao todo, polícia cumpre 66 mandados de prisão.



Rio, 9 de junho de 2009 - Já chega a 41 o número de suspeitos presos numa operação contra milícias na Zona Oeste do Rio. A informação é do delegado Ronaldo Oliveira, diretor de polícia da capital e que está à frente da operação.


Segundo nota divulgada pela polícia, a ação tem como objetivo cumprir 66 mandados de prisão preventiva, 27 civis, 24 policiais militares, cinco policiais civis, um bombeiro e um agente penitenciário. Oito pessoas já se encontram presas no sistema penitenciário.


Um dos presos teria sido encontrado em um motel em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (9), segundo informou a polícia. Entre os presos há policiais militares e civis, informou a polícia.


A polícia disse ainda que essa é a maior operação no estado contra milícias. Ao todo, 250 policiais de 16 delegacias distritais e seis especializadas participam da ação que tem o apoio de 190 policiais militares.


Os presos serão levados para a Delegacia de Homicídios da Zona Oeste, em Campo Grande. Os policiais militares são encaminhados para o Batalhão Especial Prisional (BEP).



Um golpe forte contra policiais corruptos.


Pelo menos 41 pessoas já foram presas, entre elas três policiais civis e 12 militares, numa megaoperação realizada pela Secretaria de Segurança para prender acusados de envolvimento com as milícias que atuam na Zona Oeste do Rio. Batizada de Operação Têmis, a ação conjunta entre as polícias Civil e Militar é considerada a maior já realizada para desarticular os grupos que atuam na Zona Oeste, e que seriam chefiados pelo ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.


A milícia chefiada por Batman é considerada uma das mais violentas do estado, com mais de 30 homicídios em seis meses, de acordo com o telejornal "RJTV".


Entre os presos, está Ocimar da Silva, conhecido como Hamburgão, apontado como um dos sucessores de Batman que está preso em campo Grande, Mato Grosso do Sul. Além de Hamburgão, foram presos o policial civil Vanderson Navegante de Azevedo, no 1º Distrito Naval, onde ele era lotado, Maciel Paiva de Souza, de 29 anos, e Leandro Gomes da Silva, que foi localizado pelos agentes escondido debaixo de uma cama no Motel Agadir, em Campo Grande.


Ao todo foram expedidos 66 mandados de prisão preventiva, além de muitos mandados de busca e apreensão de provas. Na lista dos procurados, estão 27 civis, 24 policiais militares, cinco policiais civis, um bombeiro e um agente penitenciário. Completam a lista oito pessoas que já se encontram presas no sistema penitenciário.


Cerca de 250 policiais civis, de 16 delegacias distritais e seis especializadas, além de 190 policiais militares de diversos batalhões participam da megaoperação. Os presos serão encaminhados para a DH Oeste em Campo Grande. Os policiais militares são levados para o BEP.


De acordo com a Secretaria de Segurança, o combate às milícias no Rio de Janeiro começou em 2007 e a evolução dos números dos presos é a seguinte (sem contabilizar o saldo de hoje): em 2006 foram 5 presos, em 2007 23 presos, em 2008 foram 78 presos e em 2009 foram 80 presos.


Na semana passada, policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam nove milicianos ligados ao ex-sargento da PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala. Entre os presos, há cinco PMs. Com os militares foram apreendidos três pistolas, um revólver, um carro Gol, um Fox, um Audi e um Vectra. Na segunda-feira, a Policia Civil já havia detido Renato da Silva Santos, do BPChoque, na casa dele. O miliciano é suspeito do assassinato de dois cobradores de van, além de ser acusado de tentar matar um PM.


No dia 29 de maio, a operação Leviatã 2 prendeu quinze acusados de integrar a milícia considerada a mais forte do Estado do Rio de Janeiro. O bando dominava 23 favelas nas zonas Norte e Oeste do Rio, e há informações de que estaria expandindo seus domínios para comunidades de São Paulo. O chefe da milícia, o ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, está preso desde agosto do ano passado, por homicídio. Dezoito pessoas continuam foragidas.

A Polícia Civil divulgou, há pouco, a lista dos presos na Operação Têmis, realizada hoje, em conjunto com a Polícia Militar, para prender suspeitos de envolvimento com a milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio. Veja a lista com os nomes dos presos abaixo:




Policiais Militares:



1- Ulisses da Costa Batista

2- Ricardo de Azevedo Tinoco

3- Adjan Jardim Matoso Pereira

4- Fábio Fortunato da Costa

5- Carlos Henrique Garcia Ramon

6- Alessandro Fiel Lopes

7- Adilson de Almeida Siqueira

8- Alonso dos Santos Holanda

9- Marcos José de Lima Gomes

10- Ricardo Carvalho dos Santos

11- Flávio Mendes Augusto

12- Átila Luis Castro de Souza

13- Kennedy Graciano de Albuquerque

14- Carlos Eduardo Benevides Gomes

15- Rogério de Moura Carvalho

16- Ivilson Ubelino de Lima

17- Marconi Alves do Nascimento

18- Silvio Pacheco Fontes

19- Werderson de Oliveira Rocha

20- Moisés Pereira Maia Junior

21- Jorge Luis Oliveira Fernades

* Ex-PM Alessandro Barroco Lima




Policiais Civis:


1- José Lino Filho

2- Pedro Celestino de Amorim Filho

3- Carlos Adão Rodrigues Feliciano




Civis:

1- Ademir Deodoro da Silca

2- Adriano Gonzaga dos Santos (Camelo)

3- Bruno César de Santana

4- Ernandes Mendes Linhares Junior (Juninho da Padaria)

5- José Luis do Nascimento

6- Leandro Gomes da Silva (Maconha)

7- Luciano Sabino da Silva

8- Maciel Paiva de Souza

9- Ocimar da Silva (Hamburgão)

10- Paulo Sérgio Lopes da Silva

11- Wallace Luigi da Silva Souza (Ex- paraquedista armeiro da quadrilha)

12- Jonatha Lopes

13- Luiz Carlos Rodrigues Evaristo

14- Wanderson Navegante Azevedo



Já presos:

Ricardo Teixeira Cruz (Ex- PM, Batman)

Carlos Marinho dos Santos (Fuzileiro Naval)

Rogério Alvez de Carvalho


Saiba mais sobre a operação.



Fonte O Globo e G1.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

BAIXAS NA MILÍCIA DE BATMAN. TRÊS MILICIANOS PRESOS





Entre os suspeitos está um menor de 16 anos


Rio, 4 de junho de 2009 - Uma denúncia anônima passada através do Disque-Denúncia levou agentes do Serviço Reservado e de soldados do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do Regimento de Cavalaria Coronel Cony (Campo Grande) a prender dois homens e apreender um menor que integravam a milícia comandada pelo ex-PM Ricardo Teixeira, o Batman. A ação aconteceu na Praça das Esmeraldas, no bairro de Inhoaíba, na Zona Oeste. Os suspeitos estariam 'vigiando' o local.


A área foi cercada pela Polícia Militar e os milicianos acabaram sendo localizados e presos, sendo levados para a 35ª DP (Campo Grande). Eles foram autuados por porte de arma e formação de quadrilha.


Pela primeira vez foi constatada a presença de um menor integrando grupos de milicianos. Ele é A.B.B., de 16 anos, morador de Cosmos, que estava armado com uma pistola 9 milímetros. Os outros presos são Leandro Soares Mattos, de 27 anos, também morador de Cosmos, que estava com outra pistola, e Claudemilson Hilário França, de 19 anos, morador da favela do Barbante, que estava de posse de um revólver calibre 38.


Com o trio ainda foram apreendidos um rádio Nextel, dois rádios de comunicações, quatro carregadores de pistola e uma bateria de Nextel. Leandro e Claudemilson são civis e, segundo a PM, os três são integrantes da quadrilha chefiadas por Batmam.


Fonte O Dia.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CARROS BLINDADOS DA MILÍCIA SÃO APREENDIDOS



Operação captura nove milicianos


Cinco PMs estão entre os presos, suspeitos de ligação com Chico Bala






Rio, 3 de junho de 2009 - Em uma operação para capturar os responsáveis por assassinatos cometidos em abril, em Campo Grande, agentes da delegacia do bairro prenderam nove acusados de pertencer a uma milícia na Zona Oeste. Cinco deles são PMs. Durante a ação, que começou na segunda-feira e foi concluída ontem, os investigadores apreenderam armas, munição e quatro carros, sendo três blindados. Segundo o delegado Ronald Hurst, todos os presos são integrantes do Comando Chico Bala, liderado pelo ex-PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala.

Armas, munição, colete e celulares estavam num galpão, em Campo Grande, onde milicianos se reuniam

Dos nove capturados, oito foram localizados na tarde de ontem em galpão na Rua Marina, em Campo Grande. Segundo a polícia, o local era usado pelos milicianos para reuniões. Foram presos os PMs Alexsandro Barbosa Xavier, 34 anos; José de Santana Souza, 38; Herison de Lira Tales, 25; e Alberto Gomes da Rocha, genro de Chico Bala e considerado desertor pela PM, já que há meses não aparece no 27º BPM (Santa Cruz), onde era lotado.

Os outros presos são Vagner da Silva Teles, 30 anos; Alessandre de Abreu Lima, 36; Sebastião da Silva, 30, e Rafael Sampaio Rosa Paes, 25. Todos receberiam ordens do ex-PM Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, que está foragido.

No galpão foram encontrados duas pistolas calibre 380, 123 cápsulas, facão, touca ninja, colete à prova de balas e 13 celulares. Um Audi, um Vectra e um Gol, todos blindados, e um Fox também foram apreendidos pelos policiais, que farão levantamento para saber a procedência dos veículos. Os automóveis não seriam roubados, mas estariam em nome de terceiros. Os presos responderão por porte ilegal de armas e formação de quadrilha.


Reconhecidos em crimes pelo controle de transporte

Integrante do mesmo grupo, o soldado Renato da Silva Santos foi preso segunda-feira no Batalhão de Choque, onde é lotado. Com ele, havia uma pistola calibre 380 e 88 cápsulas. Na casa da mãe do soldado, os agentes da 35ª DP encontraram ainda uma escopeta e um revólver calibre 38.

Renato e Bruno de Brito Alves de Souza, na cadeia desde 15 de maio, tiveram prisão decretada pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, acusados de participação em dois assassinatos ocorridos no Centro de Campo Grande, nos dias 9 e 30 de abril. Eles foram reconhecidos por testemunhas. A vítimas seriam cobradores de pontos de vans ligados a Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, preso mês passado.


Fonte O Dia.

terça-feira, 2 de junho de 2009

RENATO DA SILVA SANTOS, PM ACUSADO DE INTEGRAR MILÍCIA, É PRESO EM CAMPO GRANDE






PM acusado de integrar milícia é preso em Campo Grande






Rio, 02/06/2009 - Em operação realizada na noite desta segunda-feira no município de Itaboraí e Campo Grande, policiais da 35ª DP (Campo Grande), munidos de mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, prenderam o soldado da Polícia Militar Renato da Silva Santos, de 37 anos, lotado no Batalhão de Choque, no Estácio, acusado de ser integrar a quadrilha de milicianos chefiada pelo ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala.


Com ele, a polícia apreendeu uma pistola calibre 380, 48 munições do mesmo calibre e uma caixa com 50 munições de pistola calibre 40.; Na casa da mãe do militar, foram apreendidos uma espingarda calibre 12 - escopeta - e um revólver calibre 38.


O outro mandado de prisão expedido pela justiça, foi contra Bruno de Brito Alves de Souza, que já estava preso, na Polinter, desde o dia 15 de maio, quando foi autuado em flagrante por porte de arma. Também o miliciano Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, que integra também a milícia.


Ao todo, policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam nesta terça-feira oito milicianos ligados ao ex-sargento da PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala. Entre os presos, há quatro PMs: Alexandre Barbosa Xavier, do 1ºBPM (Estácio); Herison de Lima Sales, do 21ºBPM (São João de Meriti); José de Santana Souza, cabo da PM e do CPB de Bangu; e Alberto Gomes da Rocha, genro de Chico Bala e acusado do desvio de fuzis do 27º BPM (Santa Cruz).

Com os PMs, foram apreendidos três pistolas, um revólver, um carro Gol, um Fox, um Audi e um Vectra, todos os veículos pretos.

Na segunda-feira, a Policia Civil já havia detido Renato da Silva Santos, do BPChoque.


De acordo com o delegado Ronald Hurst, titular da 35ª DP, as três prisões foram decretadas pela justiça baseadas no inquérito instaurado por ele para apurar o caso ocorrido no dia 19 de abril quando 15 homens, armados com fuzis e pistolas, tentaram assassinar o PM Arnaldo Eugênio, no centro de Campo Grande. Na ocasião, os criminosos agrediram vários moradores e dispararam vários tiros na rua, numa tentativa de localizar a casa do militar mas, como não o encontraram - tentavam invadir sua casa, mas não sabiam onde ele morava - abandonaram o local.


Fonte: O Dia

segunda-feira, 1 de junho de 2009

CIDINHA CAMPOS X MILÍCIAS: UMA MULHER DE FIBRA

Na manifestação do 2 de junho de 2008, na Cinelândia, RJ, onde Cidinha Campos já prenunciava, em sua manifestação indignada, a covardia das milícias.

Votarei nela: sempre!


video

domingo, 31 de maio de 2009

PRISÃO ESPECIAL DE POLICIAIS EM BENFICA, O BEP, NO RJ, DÁ LIBERDADE PARA MATAR


PMs presos em Benfica deixam unidade para praticar assassinatos e ameaçar testemunhas.



Televisão e videogame na cela



RIO, 31/05/2009 - No Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, 289 policiais - entre oficiais e praças - estão detidos, acusados de delitos como extorsão, envolvimento com milícias, ligação com a máfia dos caça-níqueis e homicídios. O muro de seis metros de altura da unidade não só encobre privilégios - como uso indiscriminado de celulares, visitas de garotas de programa e churrascos regados a cerveja -, como não impede que PMs presos deixem a prisão para matar. A participação de policiais detidos na unidade em ameaças a testemunhas e até assassinatos consta de processos na Auditoria de Justiça Militar, no Tribunal de Justiça do Rio e de uma investigação da Delegacia de Homicídios. Com uma microcâmera, O GLOBO constatou a rotina de desmandos no batalhão, transformado em escritório do crime. A reportagem de Sérgio Ramalho está na edição deste domingo em O GLOBO. (Vídeo: privilégios para policiais na prisão)

Como os presos de penitenciárias comuns, os PMs detidos no BEP se agrupam em facções. Milicianos não se misturam a policiais acusados de receber propina de traficantes ou envolvidos com roubos. Os "maquineiros" (PMs ligados a contraventores) têm boa relação com paramilitares e integrantes de grupos de extermínio. Apesar das diferenças, privilégios garantem a simbiose entre os grupos. As regalias no BEP podem ser dimensionadas pela frase do soldado Márcio Ferreira da Costa, o Pitbull, captada em escuta telefônica autorizada pela Justiça no processo 2008.0280017886, onde o PM diz a uma mulher: "(...) É o que o pessoal tá falando, isso aqui é um spa". Márcio Pitbull foi preso por participação em assassinato e desvio de munição da PM.

O BEP é citado ainda nos inquéritos 048 e 049/2008 da Delegacia de Homicídios, como local de recrutamento de matadores. Na investigação sobre o atentado sofrido pelo pecuarista Rogério Mesquita, em Cachoeiras de Macacu, em maio de 2008, a vítima afirma que um capitão da PM havia ido ao BEP para arregimentar policiais presos para matá-la. Cinco meses depois, Mesquita foi assassinado a tiros, às 10h40m, em plena Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. Há indícios de que o crime foi praticado por PMs que saíram do BEP. Interceptações telefônicas indicam que um tenente preso na unidade e ligado ao grupo denunciado por Mesquita teria articulado o crime. As escutas autorizadas pela Justiça mostram que o oficial usa constantemente celulares para falar com aliados em liberdade.

Os celulares, no entanto, não são a única opção encontrada pelos presos para fazer contato com gente fora do BEP. Em 19 de março passado, o cabo Edwards Araújo usou um telefone do serviço reservado da unidade para fazer uma ligação ameaçando uma promotora de Belford Roxo. Dias antes, ela havia participado do julgamento em que o cabo foi condenado a 55 anos de prisão por homicídio.

Com a microcâmera, O GLOBO constatou, nma das imagens, duas mulheres, uma delas ainda com os cabelos molhados, circulando numa das galerias de acesso às celas dos oficiais, que são pequenas suítes. No acesso ao segundo andar, uma bancada semelhante à de camelôs serve de mostruário para caixas de bonecas e outros brinquedos. Numa das celas, um PM preso tem TV e videogame.


Fonte O Globo

sábado, 30 de maio de 2009

FABRICIO FERNANDES MIRRA, EX-PM, TEM PISTOLA E COMANDA MILÍCIA DE DENTRO DA PRISÃO


Ex-PM que comanda milícia tinha arma na prisão







e dizia pagar propina a comandante



RIO, 30 de maio de 2009 - Instalada na galeria E1, no terceiro andar do Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica - onde ficam presos PMs que respondem a inquérito -, a academia de ginástica foi o local escolhido pelo soldado Fabrício Fernandes Mirra, de 33 anos, para exercitar a truculência que o tornou chefe da milícia que atua em 23 comunidades do Rio. Armado com uma pistola cromada, ele deu uma coronhada no rosto do soldado Felipe Wenderroscky de Souza, em 27 de setembro passado. Em meio ao tumulto, Mirra ainda teria ameaçado matar o soldado, segundo depoimento de três testemunhas, dizendo que pagava R$ 5 mil ao comandante do batalhão prisional para andar armado.


A confusão envolvendo o miliciano - que, mesmo cumprindo pena por homicídio, chefiava a maior e mais violenta milícia do Rio, - desarticulada quinta-feira com a prisão de 15 integrantes - começou às 23h30m, quando Mirra, acompanhado por outro PM preso, se exercitava na sala de musculação e passou a bater com uma anilha de 20 quilos na parede. O barulho chamou a atenção de Felipe, que jogava baralho com outros três PMs, todos presos. Ao chegar à academia, ele perguntou o que estava acontecendo e foi surpreendido por Mirra, que sacou uma pistola e o atingiu no rosto: - Em seguida, o soldado Mirra enrolou a pistola na camisa e falou que pagava propina ao coronel comandante do BEP e que o batalhão seguia suas normas - afirmou Felipe.



Rastro de assassinatos da milícia sob investigação


Assassinatos e coação a testemunhas para mentir em delegacias sobre crimes eram marcas registradas da milícia chefiada pelo ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, preso ano passado, que foi desarticulada quinta-feira pela Polícia Civil. É o que revela relatório da investigação da Operação Leviatã 2, que prendeu 15 pessoas ligadas à quadrilha durante a ação. A apuração dos agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) lista pelo menos 15 homicídios cometidos pelo bando, apontado como o maior e mais violento do Rio.


Em março do ano passado, por exemplo, José Alexandre Silva Eugênio foi agredido dentro de casa por Mirra, em Pinheiral, no Sul Fluminense. Sete dias depois, morreu em virtude dos ferimentos. O bando conseguiu identificar uma das testemunhas. Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram Mirra e o ex-PM Marcos Gregório Siqueira da Silva, o Zero, foragido, tramando para que o depoimento da testemunha fosse mudado na 101ª DP (Pinheiral). Na conversa, Zero diz que a testemunha ‘poderia escorregar e morrer’.


Em 2006, uma das testemunhas do assassinato de Cléber Vasconcelos Pinho, morto em Marechal Hermes, teve que mentir na Justiça para não ser morta pelos paramilitares. O caso foi registrado na 30ª DP (Marechal Hermes), mas a investigação foi transferida para a Delegacia de Homicídios pelo então chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins. De acordo com um dossiê encaminhado à Corregedoria Geral Unificada (CGU), Mirra teria pago para se livrar da investigação.


Um dos crimes mais violentos praticados pela quadrilha foi no Morro do Dezoito, em Quintino, em novembro. Uma mulher foi sequestrada, estuprada, torturada, esquartejada e depois queimada. Eles ainda quebraram os dentes da vítima para impedir que ela fosse reconhecida pela arcada dentária. A sentença de morte foi dada após o grupo desconfiar que a vítima seria informante da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).


Dezoito integrantes da milícia continuam foragidos da Justiça, entre eles três ex-PMs. “Estamos trabalhando na identificação de outros membros e na análise de documentos”, afirmou o delegado-titular da Draco-IE, Cláudio Ferraz. A quadrilha controla 23 comunidades no Rio e na Baixada.



Advogado lotado em gabinete da Alerj


Apontado pela polícia como o principal ‘braço jurídico’ da quadrilha do ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, o advogado Marcelo Bianchini Penna, preso quinta-feira, estava lotado no gabinete do deputado estadual Domingos Brazão (PMDB). “Na CPI das Milícias, muitas pessoas revelaram que ele defendia os invasores de terras. Para mim, ele era o braço do Brazão na milícia”, disparou a deputada Cidinha Campos (PDT), que fez parte da comissão.


A deputada informou que vai enviar na semana que vem relatório sobre o envolvimento de Bianchini com a milícia à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Procurado por O DIA por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado Domingos Brazão não se pronunciou sobre o assunto.


Segundo as investigações da Draco, Bianchini era usado pela quadrilha para orientar testemunhas ameaçadas pelo bando a mudar seus depoimentos nas delegacias.


Outro preso na operação foi o PM Marcelo Pereira Maningette Paulo, o Marcelo Pitbull, que trabalhava como motorista do comandante do 3º BPM (Méier). Durante as investigações, os agentes descobriram que uma das áreas dominadas pela milícia era o Parque Esperanças, conjunto com 23 prédios em Anchieta.



Fonte: O Globo e O Dia





quinta-feira, 28 de maio de 2009

LEVIATÃ II REVELA A MAIOR MILÍCIA DO RIO DE JANEIRO










Operação de combate à milícia prende 16 e estoura paiol

Grupo paramilitar é considerado o mais forte do estado, diz Polícia Civil.

Milicianos estariam explorando venda de apartamentos.


Rio de Janeiro, 28/05/2009 - O secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame e o chefe de Polícia Civil Allan Turnovski apresentaram, na tarde desta quinta-feira, os números da operação Leviatã 2, que desarticulou parte da milícia "mais bem armada" do Rio de Janeiro, segundo as palavras do delegado Cláudio Ferraz, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO).

Durante a coletiva, a polícia apresentou números diferentes do que haviam sido divulgados mais cedo. Foram 31 mandados de prisão: dez foram cumpridos nesta quinta, cinco deles com flagrantes de armas, e 12 de pessoas que já estavam presas, em um total de 22 presos.

O chefe do grupo é o ex-fuzileiro naval e ex-soldado da PM Fabrício Fernandes Mirra, preso ano passado na Favela da Palmeirinha, em Guadalupe.

Um dos acusados, o braço direito de Mirra, já estava se articulando para se candidatar a deputado estadual. De acordo com informes recebidos pelos investigadores, o grupo estaria se expandindo para São Paulo.

A Operação Leviatã 2 da Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (28), 16 suspeitos de envolvimento com uma milícia que tem como base o Morro do 18, no bairro de Quintino e de Anchieta, no subúrbio do Rio.

A operação está sendo realizada, desde a madrugada, em diversos bairros da Zona Oeste do Rio, entre eles Jacarepaguá, Anchieta e Piedade. Não há informações de confrontos.

Segundo a polícia, a força da milícia foi constatada quando as investigações revelaram que os milicianos tomaram 23 blocos de apartamento de um conjunto residencial, Village Pavuna, em Anchieta, construídos pela Caixa Econômica Federal.

Eles estariam vendendo cada unidade por R$5 mil somado a uma mensalidade por tempo indeterminado.

Entre os presos, estão os advogados Marcelo Bianchini Penna e Carlos Alberto Costa de Oliveira. Segundo o blog Casos de Polícia,também fazem parte do grupo o policial militar Robson de Carvalho Ferreira, lotado no 20º BPM (Mesquita), Thais Fernandes da Silva, Marcos da Silva Rocha, Marcelo Pereira Menigette Paulo, Robson da Silva Lacerda, Nilson dos Santos Teixeira e Jorge Mauro da Silva

Os policiais estouraram um paiol da quadrilha onde foram apreendidas várias armas, grande quantidade de munição, e três radiotransmissores.

Participam da ação cerca de 200 policiais da Polinter, Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Delegacia de Repressão a Armas e Entorpecentes (Drae), Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) Delegacia de Homicídios (DH) e Delegacia de Homicídios da Zona Oeste (DH/OESTE), com apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Segundo o delegado Rodrigo Oliveira, diretor do departamento de Polícia Especializada, o objetivo era desarticular a milícia do ex-policial militar Fabrício Fernandes Mirra, conhecido como Mirra, que já está preso. O segundo homem do grupo, Marcos Silva da Rocha, o Bicudo, que havia substituído Mirra, foi preso em casa com uma escopeta.

Ainda de acordo com o delegado, a milícia tem como base o Morro do 18, em Piedade, e o conjunto habitacional Village Pavuna, em Anchieta, onde a polícia encontrou um paiol de armas, no telhado de uma casa. Foram apreendidas no local quatro revólveres, quatro pistolas, duas escopetas calibre 12, um submetralhadora, três radiotransmissores e grande quantidade de munição e várias granadas.

A força dessa milícia foi constatada quando a polícia descobriu nas investigações que os milicianos tomaram 23 blocos de apartamento de um conjunto residencial, Village Pavuna, em Anchieta, pertencente à Caixa Econômica Federal, e venderam cada unidade por R$5 mil somado a uma mensalidade por tempo indeterminado.

Saiba mais:


Fonte: O Dia, G1 e O Globo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

MILÍCIAS: AS PRIMEIRAS VITÓRIAS DO ESTADO DE DIREITO



Suspeito de chefiar milícia, Natalino Guimarães presta depoimento no Rio




Justiça quer saber origem de armas achadas na casa de ex-deputado

Outros cinco suspeitos também prestaram depoimento



Rio, 18/05/2009 - O ex-deputado Natalino Guimarães, suspeito de comandar uma milícia na Zona Oeste, prestou depoimento nesta segunda-feira (18) na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no Centro da cidade. A Justiça quer saber a origem das armas encontradas na casa do ex-deputado, no momento em que ele foi preso, em julho de 2008.


A segurança foi reforçada no Tribunal de Justiça para a chegada do ex-deputado, que deixou o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), onde está preso, para o depoimento desta segunda.


Outros cinco suspeitos de envolvimento com milícia, incluindo o sobrinho do ex-deputado, Luciano Guinâncio, também prestaram depoimento ao juiz da Primeira Vara Criminal de Campo Grande. Todos negam as acusações.

De acordo com as investigações, a exploração de serviços ilegais na Zona Oeste seria feita principalmente pelos grupos do ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, preso no dia 13 de maio, do ex-PM De Lima, do pai dele, Délcio de Lima, conhecido como Seu Délcio, do ex-PM Francisco César Silva, o Chico Bala, e também do grupo do ex-policial, Alcsander Monteiro, o Popeye.


Dos nove suspeitos detidos no fim de semana, por suposto envolvimento com milícias, cinco permanecem presos. Com eles, agentes da Delegacia de Itaboraí, município da Região Metropolitana do Rio, apreenderam equipamentos para instalação de TV a cabo, armas e quatro carros.

O policial militar Ricardo Silva de Lima, o De Lima, afastado da corporação, segundo a polícia, por problemas psiquiátricos, está entre os presos.




Denúncia de plano de resgate


No fim da audiência, o juiz Rubens Casara disse que recebeu informações da Polícia Federal de que existiria um plano para resgatar um dos suspeitos, que também prestou depoimento no fórum.


Segundo o juiz, o plano seria para libertar Moisés Pereira Maia. Por conta disso, a Polícia Federal decidiu levar todos os presos de volta para Campo Grande. Os depoimentos foram antecipados para que os presos fossem retirados do fórum antes do anoitecer.


Fonte: G1

domingo, 17 de maio de 2009

O LUCRO DA MILÍCIA





Anotações mostram cobrança de taxas na Zona Oeste e Baixada









Rio, 17 DE MAIO DE 2009 - O lucrativo e organizado esquema de cobrança de taxas pela milícia a motoristas de vans e Kombis do transporte alternativo na Zona Oeste foi detalhado a investigadores da Missão Suporte em algumas folhas da contabilidade da quadrilha, apreendida na casa do ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, o Batman. Preso na noite de quarta-feira, em Paciência, o miliciano da Liga da Justiça enumerou em suas anotações 50 linhas que controlava: 49 na Zona Oeste e uma em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.



A propina era cobrada às linhas diariamente pelos arrecadadores do bando. Somados, os valores das taxas que permitem a circulação dos veículos na região chegam a R$ 74.415 por semana ou quase R$ 300 mil mensais. Algumas linhas de grande movimento, no entanto, só desembolsavam quantias que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil às sextas-feiras. Casos das que cumprem itinerários que passam pelas localidades de Palmares, Vale Verde, Urucânia e São Vitor.





Os papéis revelam que Batman controlava, por exemplo, dois pontos na Praça 7 de Abril, em Paciência. Os veículos da linha que vai para Santa Cruz pagavam R$ 1.725 semanais. Os para Campo Grande, R$ 500.



Curiosamente, foi nessa praça que um homem foi morto a tiros menos de 24 horas após a prisão de Batman.


Os números são referentes à primeira semana deste mês. E comprovam o que as investigações da Polícia Civil já indicavam em relação à expulsão do tráfico de algumas comunidades da Zona Oeste, como as favela da Carobinha e do Vilar Carioca. Na primeira a arrecadação foi de R$ 1,8 mil; na outra, de R$ 2,1 mil.


O nome Caxias aparece uma única vez na contabilidade, com um pagamento de R$ 1 mil feito em uma sexta-feira. Cálculos dos investigadores indicam lucros de R$ 2 milhões mensais. Por isso tentam decifrar os números que constam nas anotações. E dinheiro parece não faltar à milícia. Além das propinas pagas a policiais corruptos — 78 nomes estão em outra lista apreendida —, os gastos são impressionantes. Numa planilha encontrada pela polícia, aparecem despesas até com a compra de GPS para carros, no valor de R$ 8.737,95.


Batman, no entanto, nem sempre se mostrava organizado. Apesar de desembolsar R$ 1.727,29 mensais com contas de Nextel, ele sequer sabia com quem os aparelhos estavam. Por isso, na planilha ele deixa um recado para saber ao certo quantos têm e com quem estão cada um deles.


Sargento preso por ataque a DPO é rival do miliciano


Investigações da 71ª DP (Itaboraí) apontam que o sargento do 33º BPM (Angra dos Reis) Sérgio Ricardo Souza de Lima, seria o mesmo De Lima que é apontado por Batman como seu rival. O sargento foi preso sexta-feira à noite, acusado de participar do ataque ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Sambaetiba, em março, que matou um PM e feriu outro.

“Após a prisão do Batman, este foi o primeiro passo para desarticular outros grupos de milicianos. O foco é impedir que a milícia se instale em outros locais”, afirmou o delegado Luiz Antônio Ricardo.

O objetivo da operação em Itaboraí era prender Alexandre da Silva Nascimento, o Popeye, chefe da milícia da Carobinha, em Campo Grande. Popeye escapou, mas 10 pessoas foram detidas, das quais cinco responderão por formação de quadrilha e tráfico de armas. “Popeye é um dos principais integrantes da milícia do Chico Bala (o ex-PM Francisco César de Oliveira, rival de Batman). Ele é o mentor do ataque ao DPO”, revela Luiz.



Fuga de Bangu 8: sem provas contra agentes


Sete meses depois de Batman sair de Bangu 8 pela porta da frente, as investigações seguem sem provas do possível envolvimento de 10 agentes penitenciários. Há informações de que a fuga teria custado R$ 2 milhões.


Apesar de a polícia ter pedido à Justiça em novembro a prisão dos servidores suspeitos, eles continuam trabalhando, mas em setores administrativos, fora de presídios. O inquérito está no Ministério Público, que se limitou a dizer que continua as investigações.



Sindicância da Secretaria de Administração Penitenciária concluiu que houve negligência grave por parte dos agentes e foi aberto procedimento administrativo disciplinar, que pode levar à expulsão dos 10.



De Leslie Leitão e Vânia Cunha


Fonte O Dia


quinta-feira, 14 de maio de 2009

RICARDO BATMAN É PRESO OUTRA VEZ


Ex-PM Ricardo Batman é preso na Zona Oeste do Rio

Ele estava foragido desde outubro de 2008, após fugir de presídio.

Ex-PM é acusado de comandar uma milícia da Zona Oeste.


Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) prenderam, na noite desta quarta-feira (13/05/2009), o ex-PM Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, acusado de chefiar uma quadrilha de milicianos que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ele foi preso na casa da namorada, em Paciência, na Zona Oeste.

Em outubro de 2008, Batman fugiu do presídio de segurança máxima Petrolino Werling de Oliveira, também conhecido como Bangu 8, pela porta da frente acompanhado de dois homens. Com a fuga, o diretor do presídio, Luiz Fernando Burgos, foi exonerado.

Batman foi preso durante a Operação Suporte, da Polícia Civil. De acordo com a polícia, cerca de 20 policiais participaram da ação. Com a ajuda de um helicóptero blindado e de três carros descaracterizados, os agentes cercaram a casa em Paciência. Em seguida, uma mulher saiu com as mãos para o alto e disse que ele iria se entregar. Não houve tiroteio.

A Central Disque-Denúncia, que ofereceu recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem a sua captura, recebeu mais de 230 denúncias de que Batman e seu companheiro, Aldemar Almeida dos Santos, o Robin, morto em abril de 2005 durante um confronto com a polícia, fariam parte de um grupo de extermínio.

Ex-policial militar, Ricardo Batman foi expulso da PM em 1992, quando fazia parte do Batalhão de Choque (BPChoque). A milícia, da qual é acusado de chefiar em Campo Grande, exploraria serviços clandestinos de segurança, transporte alternativo, distribuição de gás e venda de sinal de TV a cabo.

Saiba mais clicando abaixo:



segunda-feira, 30 de março de 2009

MILÍCIA EXPULSA IGREJA CATÓLICA DE RIO DAS PEDRAS


Milicianos expulsam Igreja



Indiciado pela CPI das Milícias, presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras despeja pastoral de prédio em que eram realizados trabalhos comunitários e serviços gratuitos na comunidade


Rio, 30/03/2009 - Se a fé move montanhas, a milícia remove a igreja. Há duas semanas, a Associação de Moradores de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, deu ultimato à Igreja Católica: mandou desocupar o prédio do centro pastoral. O prazo para a entrega das chaves é de 60 dias e expira em 5 de maio. A área, com pouco mais de 150 metros quadrados, foi cedida há nove anos por comodato à Paróquia de Nossa Senhora do Loreto. Lá acontecem missas, catequeses e serviços sociais mantidos pelos religiosos.

A intimação foi entregue na pastoral pelo presidente da associação de moradores, Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, acompanhado de dois homens armados que seriam seus guarda-costas. Eleito líder comunitário em dezembro, ele foi indiciado pela CPI das Milícias por ligação com paramilitares que exploram serviços na comunidade e cobram taxas de moradores.

A ordem de despejo do Centro Pastoral, segundo religiosos, seria uma retaliação dos líderes da milícia à Igreja Católica por não permitir o controle dos donativos e do trabalho social feito na comunidade. Oficialmente, a associação não deu satisfação à Paróquia de Nossa Senhora do Loreto. Apenas avisou que precisava do prédio para “fazer serviços comunitários”.

“Não sei os motivos para o despejo. Mas é verdade que a Igreja não faz acordos com grupos quando percebe que o trabalho pode ser usado politicamente”, explica o padre Luís Antônio, da Arquidiocese do Rio. A luta da Igreja Católica agora é para concluir rapidamente as obras de construção da capela de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência e São João Batista, que está sendo erguida na comunidade. O fim dos trabalhos estava previsto dezembro de 2010.

Se não terminar a obra da igreja em dois meses, a paróquia não sabe o destino dos serviços sociais, dos encontros de jovens e casais e as reuniões de preparação para casamentos e batizados que são oferecidos no centro pastoral.


João Antônio Barros


Fonte: O Dia

quinta-feira, 12 de março de 2009

ÁLVARO LINS EXPULSO DA POLÍCIA. BABU PODE SER O PRÓXIMO.


Álvaro Lins é expulso da Polícia Civil
Corregedoria pediu demissão de ex-chefe da instituição para o 'bem do serviço público'


Rio,12/03/2009 - Cassado, preso e expulso. A ascensão meteórica em 13 anos de carreira na Polícia Civil do ex-chefe da instituição e ex-deputado estadual Álvaro Lins terminou com a exclusão do serviço público. O governador Sérgio Cabral, que assinou a ordem, acatou parecer da Corregedoria Geral-Unificada (CGU), elaborado após 667 dias de investigação. O relatório final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) diz que Lins cometeu atos gravíssimos, de conseqüências negativas, de difícil reparação e que causam repercussão nefasta à imagem institucional.

Iniciado em 14 de maio de 2007, o PAD tem 3.649 páginas em dez volumes. O documento é referente a crimes cometidos por Lins entre novembro de 2000 a março de 2006, período em que foi chefe de Polícia. Loteamento de delegacias, recebimento de propinas, ligação com a contravenção e aumento patrimonial incompatível com os rendimentos foram algumas das transgressões listadas no relatório.

No documento, há provas colhidas pela Polícia Federal, que prendeu Lins em maio na Operação Segurança Pública S/A. Solto por ordem da Justiça, voltou à cadeia em agosto. A investigação foi um desdobramento da Operação Gladiador, que apurou a ligação da cúpula da Polícia Civil com a máfia de caça-níqueis.

“O importante é mostrar que é possível trabalhar levando em conta somente as regras, sem influência de terceiros. Mas faço um apelo para que o Legislativo modernize as regras processuais das corregedorias. Um processo que leva 667 dias para ser concluído, por mais importante que seja, não condiz com a rapidez das mudanças que a sociedade gostaria de ver”, disse o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Terça-feira, Lins chegou a ter um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas o julgamento foi interrompido. A ministra Maria Tereza de Assis Moura pediu tempo para analisar o caso. Aprovado em primeiro lugar em 1996 no concurso para delegado, Lins foi nomeado dois anos após ser inocentado da acusação de receber propina do jogo do bicho. Como capitão da PM, seu nome apareceu em lista achada na fortaleza do bicheiro Castor de Andrade.

BABU NA BERLINDA

O deputado Jorge Luiz Hauat, o Jorge Babu, pode ser expulso da Polícia Civil. Por determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a Coordenadoria Geral Unificada (CGU) das polícias instaurou processo administrativo-disciplinar contra Babu. O parlamentar, que é inspetor de Polícia Civil, está licenciado da função por exercer um cargo eletivo.

O deputado responde a dois processos. Um deles é por suposto envolvimento com milícias da Zona Oeste, em que é apontado como chefe de grupo paramilitar e acusado de cobrar taxas de segurança, venda de gás e a exploração de ‘gatonet’. Babu foi denunciado pelo Ministério Público estadual (MP) com outras oito pessoas. Ele foi expulso do PT. Em outro procedimento, de acordo com o MP, Babu figura como integrante de um grupo que cobraria de empresas a liberação de bailes funk.

Procurado ontem por O DIA para comentar o processo administrativo-disciplinar, o deputado disse que ainda não tomou conhecimento do assunto. “Não fui comunicado, mas é sempre a mesma história. Nunca vi chefe de milícia que não tem arma, ‘gatonet’ ou vans. Sou político, não sou miliciano. Quero que saibam a verdade a meu respeito”, afirmou.

Maria Inez Magalhães.

Fonte: O Dia.


sábado, 28 de fevereiro de 2009

MILÍCIAS JÁ MANDAM NA ECONOMIA: MULTINACIONAIS PEDEM LICENÇA PARA INVESTIR NO RIO





Empresa busca dados 'sobre o ‘custo-milícia'.





Consultoria dos EUA procura deputado para levantar gastos e saber os riscos de instalar unidade de um cliente na Zona Oeste
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João Antônio Barros

Rio, 28/02/2009 - Empresas localizadas em áreas dominadas pelos grupos paramilitares no Rio de Janeiro já contabilizam nas planilhas de gastos o ‘risco-milícia’. Um custo que inclui, além da obrigatoriedade de pagar as ‘taxas de proteção’, a necessidade de vez por outra contratar milicianos para o corpo de segurança. A preocupação com os custos extras nas áreas dominadas por paramilitares chegaram até aos Estados Unidos.

No início do mês, o deputado Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, foi contactado pela Diligence Global Business Intelligence, agência de consultoria com sede de Washington. A empresa quer saber como atuam as milícias, a forma de cobrança e o envolvimento entre policiais e políticos. As informações vão abastecer uma multinacional com interesse na Zona Oeste.

“O que antes era uma ameaça à segurança e à vida social, agora afeta também a economia. O Estado começa a ser prejudicado economicamente pelas milícias”, afirma o deputado estadual Marcelo Freixo, que cobra ação mais enérgica do governo para assumir o controle dos territórios ocupados pelo tráfico e pelas milícias.

A empresa de consultoria americana enviou um questionário com 12 perguntas ao parlamentar. Além das taxas cobradas a moradores e empresas e o envolvimento de policiais e políticos, os executivos da empresa querem saber do parlamentar o nome dos “controladores” das principais milícias, a influência que exercem nas eleições e se há aumento da violência em áreas disputadas por paramilitares e traficantes.

“Esta é a relidade que o Rio está vivendo. Os grupos paramilitares assumiram o controle de áreas e impõem regras a quem mora e trabalha dentro dos seus territórios. Isso causa um custo alto para quem pensa em se instalar na cidade. Na hora da decisão, pesa no caixa”, lamenta Marcelo Freixo.

A preocupação com a milícia, segundo Freixo, é um reflexo da fuga de investimentos do Rio, já que as corporações têm gastos com segurança para os executivos, carros blindados e até helicópteros de transporte.


Fonte: O Dia


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

MILÍCIAS: MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO ENDOSSA PEDIDO DE PRISÃO DE SUSPEITOS




MP endossa pedido de prisão de prováveis milicianos
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O Ministério Público do Estado endossou o pedido de prisão temporária feito pela Polícia Civil para Toni Ângelo Souza de Aguiar, Alexandre Manoel Ferreira Soares e Marcos José de Lima Gomes. Os três foram flagrados pelas câmeras de vídeo invadindo, armados, o estacionamento de um shopping na Zona Oeste, no mês passado. A suspeita é a de que eles estariam procurando prováveis inimigos. A manifestação do MP foi encaminhada ontem (19/02) para a 2ª Vara Criminal de Campo Grande.

Segundo o Promotor de Justiça Bruno Stibich, responsável pelo inquérito, há indícios de que os acusados são membros de milícias armadas que atuam na região. Toni Ângelo, inclusive, seria braço direito do miliciano fugitivo da Justiça Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batman.

A prisão desses acusados, de acordo com o MP, é imprescindível para as investigações. O Promotor afirmou que há ainda a necessidade de se esclarecer a identidade de outros envolvidos. O Promotor argumentou que as vítimas de crimes cometidos por milicianos não têm coragem para reconhecer os criminosos e não relatam detalhes dos crimes devido ao pavor exercido pelos grupos paramilitares sobre a população.

Bruno Stibich, em seu relatório, lembrou de Bruno dos Santos Pantaleão, despachante de uma cooperativa que atua na região e que foi assassinado no dia seguinte ao depoimento prestado às autoridades policiais, mesmo não tendo dito nada que comprometesse qualquer pessoa.

O Promotor, na defesa da prisão dos acusados, alegou que o Poder Judiciário deve aceitar o pedido, uma vez que esse seria também o anseio da comunidade, que está desesperada, reprimida e ameaçada.


Fonte: Minisatério Público do Estado do Rio de Janeiro

PORQUE PM NÃO PODE FAZER UM BICO PARA AJUDAR O ORÇAMENTO FAMILIAR? PREFEREM QUE AS MILÍCIAS OS RECRUTEM? ISSO É HIPOCRISIA ESTATAL!


Beltrame identifica PMs no Batalhão da Liga



RIO, 23/02/2009 - O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, comprovou pessoalmente a participação de oficiais da PM no batalhão da Liga Independente das Escolas de Samba. Beltrame esteve no camarote do Governo do estado, no primeiro dia do Grupo Especial, e constatou a presença dos PMs fazendo "bico" na Passarela do Samba:

- “Identifiquei alguns oficiais, mas vou aguardar para confrontar os nomes com os da lista que está sendo elaborada pela Subsecretaria de Inteligência e pelo Serviço Reservado da PM. Só então tomaremos as medidas cabíveis."

O secretário percorreu a Sapucaí, chegando num momento até o primeiro recuo de bateria, durante o início da apresentação da Grande Rio. Beltrame voltou a criticar a atuação de oficiais - entre os quais coronéis e tenentes-coronéis - no esquema da Liga.

O secretário de Segurança defende o afastamento desses oficiais dos cargos de comando de batalhões e de unidades estratégicas na hierarquia da PM. Para Beltrame, é inaceitável a participação de oficiais no "bico" para a Liesa, pois gera um conflito de interesses.

Os oficiais são arregimentados pelo coordenador de segurança da Liesa, coronel da reserva da PM Celso Pereira de Oliveira, que paga diárias de R$ 350 a R$ 850, através da MJC Eventos e Serviços. A empresa aparece no cadastro da Junta Comercial do Rio, em nome das filhas do oficial reformado.

Polícia Federal vai intensificar a fiscalização

Após o carnaval, a Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal vai intensificar a fiscalização no setor, para reprimir a contratação irregular de agentes de segurança pública para a realização de serviços privados. Investigações mostram que muitas empresas nem sequer contam com um quadro próprio de seguranças, e empregam PMs, bombeiros e servidores públicos para atuar em eventos como o carnaval.

Classificado no estatuto da PM como transgressão disciplinar, o "bico" realizado por oficiais revela o posicionamento ambíguo da cúpula da corporação. Prova disso é que, enquanto integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) são orientados a não trabalhar para a Liga, oficiais de outras unidades até participam (informam através de ofício) aos superiores sobre esse "bico".

Procurado pelo GLOBO para comentar o assunto, o comandante-geral da PM, coronel Gilson Pitta, não se pronunciou. Desde a sexta-feira passada, repórteres tentam em vão ouvir a posição da PM sobre a participação de oficiais da corporação na segurança privada da Sapucaí.

Fonte: O Globo

Nota do Blog: Um absurdo a hipocrisia estatal. Os policiais militares não estavam cometendo crimes. Estavam trabalhando, fazendo um bico para cobrir seus orçamentos familiares em razão do soldo vergonhoso que recebem para colocarem em risco suas vidas, por uma sociedade que é também cínica em muitos momentos. Isso é cinismo social e palhaçada estatal. Enquanto isso uma turminha de privilegiados ganha uma grana para não fazer nada. Querem sufocar os caras até quando?

ADVOGADO É EXECUTADO POR EX-PM NO RIO. TEM LIGAÇÃO?


Advogado é executado na praia do Recreio



Suspeito é um ex-PM que foi preso a duas quadras do local do crime



Rio, 24/02/2009 - Três tiros nas costas e um na cabeça mataram o advogado Jorge Luiz Pereira de Souza, 57 anos, em plena orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, no fim da noite desta segunda-feira. Logo após o crime, policiais militares do 31º BPM (Recreio) conseguiram prender o suspeito, o ex-PM David Vicente Gonçalves, 41 anos, próximo ao local. David possui 5 passagens pela polícia, sendo 3 por assalto.

O crime ocorreu por volta das 22h. De acordo com testemunhas, Jorge estava em um quiosque na Avenida Glaucio Gil, na altura do Posto 10, quando atravessou as pistas acompanhado da esposa. Ao se aproximarem do carro em que estavam, o Dobló, ALC 2273, um homem chegou por trás e disparou quatro tiros contra o advogado.

Jorge morreu na hora. O assassino fugiu a pé. Em desespero, sua esposa alertou uma patrulha que passava e deu as características do assassino.

A prisão do suspeito

Os PMs iniciaram busca e encontraram o suspeito a duas quadras dali, na Rua Demóstenes Madureira de Pinho. Identificado, o ex-policial foi encaminhado para a 16ª DP (Barra), onde foi reconhecido pela esposa da vítima.

Foram apreendidos dois celulares e uma pistola calibre 45. David foi excluído da corporação em 1999 e sua última passagem foi pelo 3ª BPM (Méier). O acusado não quis dar declarações e foi autuado por homicídio e porte ilegal de arma.

O advogado tinha três filhos e era morador do Recreio. A polícia ainda investiga o que poderia ter motivado o crime.

Fonte: O Dia

domingo, 22 de fevereiro de 2009

MILÍCIAS. ENTREVISTA DE LUIZ EDUARDO SOARES AO CANAL LIVRE


Primeiro bloco:


O programa se inicia com matéria sobre as ações de governadores no início de mandato:

São Paulo: José Serra quer mais policiais federais. Enfatiza a necessidade de maior foco em prevenção, integração entre as polícias e inteligência.

Já no RJ, a matéria mostra que o governador disse que "não vai se intimidar", denotando maior ênfase na repressão à criminalidade.

O programa entrevista Luiz Eduardo Soares, antropólogo, professor universítário, autor de diversos livros sobre segurança pública e ex Secretário Nacional de Segurança Pública.

Pergunta-se ao entrevistado sobre qual a solução a curto prazo para a violência nas grandes cidades:

Luiz Eduardo Soares diz que se costuma tomar ações reativas em momentos de crise e que somente acredita em soluções a médio e longo prazo.

Falou ainda da não adaptação do sistema policial brasileiro à ordem democrática. Herança de ditadura militar de um sistema de administração policial pouco eficiente.

Pergunta: A Força Nacional de Segurança Pública - FNSP resolverá o problema do RJ?

Entrevistado diz que a chegada da FNSP é um sintoma de um momento positivo em que se vislumbram outras melhorias. Mas ainda assim é um passo muito tímido, pois o efetivo da FNSP é ínfimo em relação ao todo policial do RJ. Elogia a intenção de usar a FNSP para patrulhar as vias de acesso a cidade, mas deixa claro que ela não solucionará o problema.

Enfatiza a importância dos crimes cometidos com armas ilegais, citando que 80% das mortes violentas no Rio são por arma de fogo. Elogia ainda a criação do gabinete de gestão de segurança pública nos estasdos do sudeste, conforme já noticiado aqui no Blog.

Perguntado sobre o que é mais grave, se incompetência ou corrupção, enfatiza que o mais importante é o modelo ultrapassado de gestão. Especialmente sobre a falta de planejamento, mas que incompetência e corrupção também são graves.

Jornalista mostra que as milícias conseguiram êxito mesmo sem organização, bastando vontade, pois chegaram, sem nanhuma organização complexa e simplesmente expulsaram os traficantes.

Entrevistado foge do assunto, dizendo que somente 1,5% dos homicídios são investigados no RJ, portanto o problema organizacional das polícias é mais grave.

Jornalista Fernando Mitre pergunta porque o Estado não ocupa os espaços nos morros.

O apresentador interrompe, chamando uma matéria que fala de sugestões dadas sobre a ocupação de morros há quase 30 anos atrás.

O entrevistado fala que falta coragem de agir na polícia. "A articulação com o crime impede o enfrentamento adequado do crime."

"O tráfico só existe porque a polícia muitas vezes é parceira. "

Cita as resistência da polícia contra estes segmentos criminosos, falando sobre as dificuldades dos políticos de enfrentar a criminalidade nas polícias.

Política em relação às favelas: a polícia acaba fazendo incursões bélicas em detrimento de incursões permanentes.

Voltando ao assunto da ocupação nas favelas, esclarece que existem 700 favelas no RJ, já tendo havido tentativas de ocupação permanente, porém o efetivo é insuficiente. Ocorre que políticos preferem deixar os policiais nas comunidades onde os crimes ocupam mais espaço na mídia.

Cita a lavagem de dinheiro, a compra de armas no atacado e o tráfico internacional provando que o crime não se restringe à favela e deve ser atacado especialmente fora dela.

Cita um exemplo de reformulação da polícia na Irlanda, corporação que era muito desgastada perante a opinião pública. Para tal, foi criada uma Ouvidoria independente, eleita pelo povo e com apoio judicial - em apenas 1 ano e meio a policia já tinha recuperado sua boa imagem, pois passou a interagir com o público. Cita isso como um bom exemplo a ser seguido pela polícia brasileira, guardadas as devidas proporções.



Segundo bloco:

Inicia com matéria sobre a criminalidade em Vitória e São Paulo.

Pergunta sobre orçamento do Fundo Nacional. O governo gasta pouco, muito ou mal?

Gasta pouco e mal, responde. Acrescenta que são 150 bilhões de reais gastos nas consequências da insegurança, como atendimentos hospitalares, faltas ao trabalho, segurança privada, etc.

Demonstra que a verba do Fundo Nacional de Segurança Pública tem diminuído, o que prova que o tema não tem sido prioridade para o governo federal.

Jornalista questiona sobre o sistema de informações das polícias, sua falta de comunicação:

O entrevistado enfatiza a necessidade de uniformizar bancos de dados de PC e PM. Diz que parece simples mas essa uniformização depende muito mais de normatização que de mera vontade de um ou outro governante.

"Não só as informações são caóticas, mas também a formação."

Enfatiza a importancia de um ciclo basico comum, informatizado, com indicadores estatísticos, monitoramento dos erros e processos policiais, o que era previsto no SUSP. Não saiu da gaveta porque não foi prioridade do gov. federal.

Assevera que "em crises, governantes se aproximam do tema da segurança pública, mas fora desse momento, se afastam." Usa expressão que atriobui a Brizola: "é o abraço do afogado. Quem encara o problema, que é insolúvel, afundará com ele."

No entanto, diz que os governos só estão se aproximando desta temática agora por causa da mobilização da sociedade, elevados índices do homicídios (+ de 40 mil/ano), o que deve fazer com que os políticos se conscientizem da importância do tema.

Pergunta sobre o emprego das Forças Armadas:

"Seu emprego é viável, indispensável e urgente, mas não em substituição à polícia."

Cita exemplos de emprego das FFAA:

A Aeronáutica pode destruir campos de pouso clandestinos e efetuar o contorole de trafego aéreo coibindo a entrada de armas e drogas, já que o efetivo da Polícia Federal é insuficiente.

A Marinha deve efetuar a guarda costeira para evitar o reabstecimento de armas.

O Exercito, além do serviço de inteligência, deve ser empregado na contenção de fluxo de armas ilegais. Na fronteira ou mesmo nas cidades. Impedir a circulação das armas no RJ, ainda que haja preço alto a pagar por parte do incômodo ao cidadão com abordagens.


Terceiro bloco:

Jornalista cita intenção do presidente de mudar a lei. O que precisa ser mudado na legislação?

Precisamos aplicar o que já existe e aperfeiçoar algumas leis. Não adianta novas leis.

Jornalista contesta, dizendo que a legislação favorece bandidos.

Luis Eduardo esclaree que a Lei de Execuções Penais é moderna (1984), mas nunca foi aplicada efetivamente.

Medidas necessárias: reforma na polícias. Sistema penitenciário: criar formas de que o sistema funcione. Prender quem deve ser preso, e não aquele que rouba um pote de margarina.

Há a necessidade de uma política penal justa e inteligente. Encarceramento para quem precisa e penas alternativas para quem não é perigoso.

"A proteção não deriva da ampliação das penas."

"Criminoso não deixa de delinquir por causa do tamanho da pena, mas sim pela certeza de ser preso."

Tecnologia em relação às telecomunicações (celulares em presídio):

A deterioração é tamanha que não se tem não só a tecnologia mas também as condições mínimas de higiene e saúde. Educação e trabalho nos presídios. Não há como garantir a segurança dos presos nem de impor-lhes a disciplina adequada, por completa falência do sistema, com raras e louváveis exceções.

Os presídios federais são eficientes. têm todas as condições para cumprirem o que se propoem.

Finaliza a entrevista, dizendo que deve-se enfrentar o crime e a corrupção nas polícias, porém valorizando os policiais.

MILÍCIA, PRIVATIZAÇÃO DA PENA DE MORTE QUE O ESTADO NÃO PODE APLICAR


Milícia, privatização da segurança pública



Por Mario Bezerra da Silva.


Grupo organizado deliberadamente favorável a obtenção de lucros, criado para ganhar legitimidade. Nascido com finalidade de proteção.

O termo milícia descreve a proliferação de grupos armados que estão ocupando comunidades carentes. “Milícia” significa qualidade, condição ou estado de guerreiros de um determinado grupo de indivíduos que se organizam para pôr fim a situações de ameaça à segurança pública, como invasões inimigas, revoltas armadas ou desastres naturais. Tais milícias auxiliares podiam integrar as forças do exército. Em Roma, durante as crises da República no Século II d. c. , era lícita a iniciativa particular no apelo a concidadãos para seguirem um líder na defesa da cidade: “Qui rem publicam salvam esse volunt me sequantur” ( que os voluntários desejosos da salvação da República me sigam).

As formações das milícias estava relacionada à história de conflitos internos para defesa do Território.

O termo se reveste de um relativo grau de legitimidade, na medida em que a finalidade perseguida é pública ou vinculada a regras definidas pelo Estado. A organização de grupos armados para tomar e manter um determinado espaço territorial dentro de um País Soberano passou a ser uma ação criminosa.

Conforme pesquisa realizada em comunidades carentes, esses grupos deixam entender a presença de coação, ameaças e extorsão nas atividades daqueles grupos, conhecidos também como: “Cangaceiros”, que passa uma vinculação positivamente à produção da ordem. Esses depoimentos compreendem que a comunidade aprova os extermínios e a expulsão dos “elementos indesejáveis”, por conta de uma certa “estabilização de expectativas na idéia de que só some quem faz besteira”. Ficando clara a presença da conotação de extermínio através da organização de grupos de segurança, uma moral que repudia o uso e o tráfico de drogas ilícitos expulsa o tráfico e lança mão a suposta “restauração da paz”.

Observa-se que as comunidades carentes vêm se organizando através das Associações de Moradores, dada a ausência do Estado, monopolizando a prevenção de litígios e gerenciando uma organização fundiária paralela ao Direito Estatal. Essa ordenação paralela encontra-se através de instrumentos de coação.

Os grupos particulares que “oferecem” segurança, as organizações empresariais que exploram a “segurança privada”, atividade que o Brasil é autorizada por Lei Federal, para transporte de valores, proteção de instituições financeiras e pessoas físicas ( Lei 7.102/83). A segurança por grupos privados ou “comunitários” quebra o monopólio estatal do uso da violência, representando a incapacidade do Estado de exercer um controle social efetivo. As regras impostas pelos integrantes de grupos organizados são conflitivas com o ordenamento jurídico brasileiro e encobrem a forma de costumes internalizados de forma mitificada, ações criminosas.


LEGITIMIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO

Os conflitos ocorridos em todo território ilustram mais um capítulo de uma crise que vem intensificando ao longo dos anos.

Não é de hoje que o medo de sair pelas ruas e ser alvejado por projétil perdido ou de ser abordado em falsa blitz policiais, torna-se parte da rotina dos habitantes. A ausência de ações públicas eficazes confirma a fragilidade do sistema de segurança e vivem em permanente estado de guerra, como Bagdá. As soluções são todas de médio e longo prazo: Passam por problemas policiais, sociais e econômicos.

“As grandes capitais brasileiras possuem índices altos de violências, mas o Rio de Janeiro destaca-se nas estatísticas, o que contribui para que o problema do tráfico de drogas, sobretudo no momento em que o Governo decide enfrenta - lo de qualquer maneira, aparentemente sem planejamento, ao invadir as comunidades carentes em verdadeiras operações de guerra”.

Dados do IBGE comprovam a liderança do Rio no ponto de Estado mais violento para os jovens. De acordo com as estatísticas do Instituto, para cada 100 mil jovens entre 15 aos 24 anos, a média é de 181,6 homicídios no Estado do Rio. Na Capital, só 70 homicídios para cada 100 mil habitantes entre 15 e 24 anos.

Outros indicadores formadores de pesquisa sustentam que a polícia do Rio mata duas vezes mais do que as polícias de todos os Estados Americanos.

Está provado que o combate manu militari não produz eficiência. As autoridades não produzem investimentos necessários e as autoridades não produzem investimentos necessários e em um ato de sufocação querem resolver os problemas de uma só vez.

A solução para o conter a criminalidade observa-se que só será possível a longuíssimo prazo; com o compromisso de o Governo criar oportunidade de trabalho para juventude. Em determinada faixa etária, há mais jovens empregados no tráfico de drogas, do que na economia formal no Rio de Janeiro. Entende-se que a simples militarização não resolverá o problema da segurança, que é uma questão de todos e resposta da sociedade civil que faz reflexão ao passo da descriminalização das drogas, rediscutindo os valores sociais, analisando os motivos que levam o indivíduo a usar entorpecentes.

Compreende-se que a contribuição da Constituição de 1988, não obstante as várias modificações que sofreu e que ainda tem sofrido, é precipuamente, um marco emancipatório e também símbolo de uma nova cultura democrática. Neste sentido tem sido muito exitosa, demonstrando que ainda não alcançou a plenitude da sua normatividade, tanto por omissão do Legislativo essencial a efetividade plena da Constituição, quanto pela omissão do Executivo na adoção de políticas públicas voltadas à implementação dos direitos sociais e pela timidez do Poder Judiciário que não se conscientizou da importância do seu papel como Instituição da Constituição na construção de uma sociedade justa.

As suas inovações trouxeram diversos benefícios para a sociedade, mas sua aplicação precisa melhorar, parte da sociedade não tem conhecimento dos próprios direitos ou sabe o que representa a Lei Maior do País.


INOPERANCIA DA POLÍTICA PÚBLICA, SURGE UMA ECONOMIA DA SEGURANÇA

Verdadeiros agrupamentos paramilitares mantidos e gerenciados por militares policiais militares, civis e até integrantes do Corpo de Bombeiro Militar nasceram com o intuito de proteger comunidades dominadas por narcotraficantes, mas passam a cobrar uma “taxa” pelo serviço prestado. Evidentemente praticam extorsão de comerciantes locais, controlando a venda de gás e o transporte alternativo, expulsão famílias e loteiam terras invadidas. Transformados em burgos medievais, com símbolos pintados identificando os donos do Poder Local com toque de recolher, porque será que os milicianos se interessam por essa atividade dentro das comunidades carentes?

A resposta é simples. Mercado e lucro, os integrantes ganham mais nessa atividade do que em outros. Um mercado de trabalho que só o lucro salva. As políticas que estão sendo praticadas são acessórios do neoliberalismo, quando não se tem um projeto de protagonismo para o povo, o que se procura é conter as massas dessa forma. A adoção integral não só do modelo econômico e social, mas também de suas políticas de segurança públicas de criminalização e o extermínio dos pobres para manter as hierarquias sociais.

No Processo Penal a falta de citação, quando não tenha sido sanada pelo comparecimento do réu, gera nulidade absoluta do processo e poderá ser argüido por meio de habeas corpus e revisão criminal (artigo 648, VI e 621, I do Código de Processo Penal).

Diferentemente do que ocorre no Direito Processual Civil, o réu não poderá ficar sem defesa técnica substancial, ainda que revel, artigos (261c/c 497, V ). A falta de defesa constitui nulidade absoluta do processo artigos (564, III, C, Código Processo Penal ), mas a defesa deficiente só se anulará se houver prova de prejuízo para o réu, de acordo com a Súmula 523 do Superior Tribunal Federal.

O Inquérito Policial, por ser procedimento administrativo e não processo de caráter inquisitório e destinado a possibilitar o oferecimento da denúncia ou queixa, não está sujeito ao contraditório. Porém as provas colhidas durante o Inquérito terão que se submeter ao crivo do contraditório na fase da Instrução Criminal. O chamado contraditório diferido, retardando ou postergado no tempo.

Outro exemplo de contraditório diferido é a interceptação de comunicações telefônicas (Lei 9.296/96) medida de natureza cautelar preparatória da ação penal, concedida inaudita altera parte, para que não haja risco de se ter frustrada a colheita de provas.

É pacífico na doutrina e jurisprudência que o juiz não poderá fundamentar decisão condenatória baseando-se exclusivamente nas provas produzidas na fase policial, essas provas deverão ser confirmadas em juízo e analisadas em conjunto com outros. Caso o Ministério Público queira acrescentar fatos, sujeitos ou elementos novos à denúncia, obrigatório será o aditamento, que visa a proteger o princípio da congruência (correlação entre acusação e sentença) como também o da ampla defesa e do contraditório, a defesa tem direito de tomar ciência e de se manifestar sobre cada novidade surgida no processo.

O fundamento jurídico na segurança, no que tange ao direito de revisibilidade das partes diante de uma decisão judicial que considerarem injusta ou incorreta, o controle interno da legalidade e da justiça nas decisões exercidas por órgãos da jurisdição diversos daquele que julgou em primeiro grau, o reexame evita uma decisão judicial de caráter monocrático, único e conseqüentemente com maior margem de erro, que encontra respaldo também no princípio da certeza jurídica com a aplicação do grau. Tendo direito à apreciação da causa por um tribunal composto por vários magistrados.

A doutrina chama de supressão do segundo grau de jurisdição, nas causas decididas em única instância pelos tribunais.

A constitucionalidade do duplo grau, faz chegar a conclusão de que o princípio não é absoluto.

A segunda corrente encontra bases para o princípio do duplo grau em leis ordinárias, não admitindo status de garantia constitucional ao duplo grau , em face da ausência expressa de previsão na Carta Magma.

A insatisfação da parte e a familiaridade do juiz são aspectos criticados pela segunda corrente, pois mesmo um órgão composto por mais de uma pessoa é passível de erros. Quem pode garantir que a decisão de primeira instância não é a mais acertada? O Tribunal pode não reformar a decisão do juízo a quo, restando o recurso inútil e ofensivo à celebridade; caso a decisão do juiz seja modificada gerará divergência e desprestígio da decisões monocráticas, incerteza nas relações jurídicas.

A explicação para a sensível diminuição de criminalidade em países Europeus, esclarece que não só o número de homicídios caiu, mas também o de outros crimes violentos. Não há mágica aplicável a todos os países , ou seja, o que é bom para os Estados Unidos da América pode não ser bom para os países Europeus.

Há exatamente no sentido de uma forte sedução da violência no período em que as mesmas considerações devem ser feitas no que concerne a “violência” do sistema repressivo.


ENCARCERAMENTO DA MÍDIA

Contrariamente à opinião, o Rio de Janeiro tem investido bastante na segurança pública. José Alexandre Scheinkman, um dos raros economistas brasileiros de primeiro plano que tem refletido o tema, mostra que a despesa per capita com a segurança pública no Rio é maior que a de São Paulo ou de Minas Gerais.

Segundo ele o problema da qualidade da polícia fluminense também não surgiu da noite para o dia, mas é conseqüência de uma série de desgovernos que culminou com a inédita combinação de populismo e incompetência.

O problema da criminalidade , cujos ônus podem ser qualificados e transformados em dólar , entra pouco em conta quando o patronato cobra medidas do Governo. A reação mais dura contra este tipo de atitude apresenta-se quando pesadas críticas contra burguesia, taxa a exploração de serviçais e não quer pagar a conta da miséria que se esmerou em criar uma crise social os conflitos tem espocado mundo afora, não houve nenhum étnico ou religioso, nem guerra civil ou catástrofe natural que servisse de suporte à insurreição, os conflitos do século XXI demonstram uma grande insurreição criminosa gerada numa megalópole.


PERIGO NA SEGURANÇA

A precariedade da cultura política dos policiais, por falta de sindicalização, as condições de trabalho, o regime disciplinar, a privatização da segurança pública por meio da armadilha do segundo emprego, as organizações militares sendo o último núcleo de Poder de Estado a salvaguardar a Ordem Democrática e os valores do livre mercado, ainda que de forma precária e claudicante, a simples proposição desse ideário em um jornal de circulação nacional mostra a desenvoltura com que as esquerdas estão fazendo a sua ação política.

Na definição de critérios de justiça que possam ir ao encontro das desigualdades sociais existentes no Brasil, burlar a divisão de Poderes da Constituição, como poderiam os juízes julgar e intervir com reconhecida segurança jurídica nas estruturas arraigadas de segregação social, relacionadas ao mundo do trabalho e as minorias sociais. Isenção seria uma forma de responsabilidade de julgamento que parta numa análise de busca a relação que se dá entre as localidades e a difusão de valores. O Poder Público celebra contrato com particulares mantendo em funcionamento os órgãos públicos legalmente incumbidos da execução dos mesmos serviços e continuando arcar com as despesas decorrentes de sua existência.

Evidentemente , além do prejuízo ao patrimônio público, tais ações criminosas acarretam prejuízos para administração. Podendo-se estar assistindo ao surgimento de um novo tipo de pluralismo juspolítico, não aquele originário das práticas sociais dos excluídos, mas um Poder verdadeiramente paralelo.

A privatização da segurança pública e a exploração econômica do medo. Inexoravelmente, terminam em relação mafiosas.


CONCLUSÃO

A palavra milícia parece uma denominação de um amplo e difuso fenômeno para qual o termo de “grupo de extermínio” parece deliberadamente favorável, como criado para ganhar legitimidade.

Essa nova categoria apresenta uma organização nascida dos próprios moradores com finalidade de proteção.

Algumas autoridades públicas têm defendido essa estrutura como grupo de auto-defesa.

A filiação como agentes do Estado serve para reclamar uma certa legitimidade oficial, mesmo que parcial, de forma a se apresentar como uma “ordem do bem” oposta ao mal anteriormente reinante, ao tempo que podem arregimentar o apoio logístico e estratégico da polícia para suas intervenções.

A qualidade de funcionário público contribui para a impunidade das ações, que impedem os moradores, como denunciar os policiais das “milícias” numa delegacia? Se esses agentes agem de forma privada permitindo – lhes não ter que se submeter ao controle formal do Estado e exercer a força, se preciso de forma ilegal.

Esses grupos buscam um lucro privado decorrente da função que exercem, que deverá, ser originado em cobranças, taxas ou pedágios.

Com magros salários, essa natureza irregular permite exigir pagamentos privados como mais um exemplo do sucateamento e privatização da segurança pública.


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sábado, 21 de fevereiro de 2009

PMs ACUSADOS DE INTEGRAREM MILÍCIAS SE APRESENTAM À JUSTIÇA